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Coleção Itaú – Buenos Aires

COLEÇÃO ITAÚ DE FOTOGRAFIA BRASILEIRA

Exposição coletiva realizada no Centro Cultural Recoleta, em Buenos Aires, no âmbito do Festival de la Luz 2014 – 12/08 a 21/09 de 2014

Buenos Aires, Argentina

Com um conjunto de 40 obras de 23 artistas que retratam os últimos 60 anos da produção fotográfica no Brasil com foco no experimentalismo, a exposição leva ao Centro Cultural Recoleta trabalhos de vanguardistas e contemporâneos como Geraldo de Barros, German Lorca, José Oiticica Filho, José Yalenti, Vik Muniz, Marepe e outros.

Curadoria: Eder Chiodetto


Expografia: Marcus Vinícius Santos

O Elogio da Vertigem

Essa mostra apresenta um recorte da Coleção Itaú de Fotografia Brasileira com obras dos últimos 60 anos da produção fotográfica de caráter experimental. Fotografias realizadas no âmbito dos fotoclubes a partir do final dos anos 1940 – ícones do modernismo tardio da fotografia brasileira -, são expostas ao lado de obras de artistas contemporâneos.

Entre as duas gerações há um vácuo de cerca de 21 anos na produção deste tipo de fotografia que busca, por meio de diversas estratégias, tornar a fotografia um campo de experimentação resultando em abordagens complexas, subjetivas e oníricas. Não à toa, esse vácuo se deu no período da ditadura militar, entre 1964 e 1985.

A partir do final dos anos 1940, vários fotoclubistas enveredaram por esse caminho que levava à busca de uma linguagem autônoma para a fotografia, criando um primeiro período consolidado do que podemos chamar de fotografia experimental. Destaca-se aqui a produção singular de Geraldo de Barros (1923-1998). Suas experiências com fotomontagens, colagens e intervenções no negativo resultavam em abstrações e num pulsante elogio da forma.

O fim da ditadura militar e o processo de democratização criaram uma renovada atmosfera que propiciou a retomada mais livre e menos dogmática da produção artística na fotografia. Serviram como guias dessa fase três autores: Miguel Rio Branco, Mario Cravo Neto e Claudia Andujar. Realismo e ficção se mesclaram em suas obras gerando uma espécie de vertigem que passaria a ser uma matriz fundamental na nossa fotografia a partir de então.

A nova geração seguiu esses passos que se refletem, como podemos observar, num território expandido em que a fotografia muitas vezes surge na imbricação com outras linguagens como a escultura, o vídeo, a performance, a pintura e a gravura.

A lógica de montagem da exposição visa desacomodar as obras da sua cronologia para estabelecer um espelhamento lúdico no qual se evidenciam relações formais – mas, sobretudo, uma atitude libertária diante do código fotográfico entre os dois períodos.

Eder Chiodetto

 

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