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Bressonianas – Texto do Curador

Bressonianas

Exposição coletiva no Sesc Pinheiros, realizada no contexto no ano da França no Brasil, em paralelo à mostra Henri Cartier-Bresson: Fotógrafo.
Bressonianas itinerou pelas unidades do Sesc Araraquara, São Carlos, Taubaté e Santos
Sesc Pinheiros – 17/09 a 20/12 de 2009
São Paulo

Curadoria: Eder Chiodetto
Museografia (Sesc Pinheiros): Marta Bogéa

Museografia (Sesc Araraquara, São Carlos e Taubaté): Marcus Vinícius Santos
Museografia (Sesc Santos): Álvaro Razuk
Produção Executiva: Marie Eve Hippenmeyer
Direção de Produção: Escamilla Soluções Culturais

O encontro entre Henri Cartier-Bresson e a pequena câmera Leica, na década de 1930, propicia uma nova forma de percepção e registro dos movimentos humanos na paisagem urbana. O flagrante, o congelamento de cenas dinâmicas e a agilidade permitida pela nova máquina mais a perspicácia e o instinto do fotógrafo revelam o viés surreal da vida. Libertam parcelas de beleza escondidas no cotidiano.
Para Cartier-Bresson, importa prioritariamente o momento breve em que, ao acaso, forma e conteúdo espreitam a composição perfeita, o diálogo inesperado entre o vivo e o inanimado, a harmonia da geometria, o olhar bem-humorado que torna lúdico o banal.
Ao revelar essa potência expressiva nas ruas, Cartier-Bresson influencia muitas gerações de street photopraphers pelo mundo. Bressonianas exibe uma amostra da obra de sete fotógrafos brasileiros que, em comum, têm o gosto pela fotografia de rua e pela captura de instantes poéticos em que o fluxo contínuo do tempo parece em suspensão.
Para todos, Cartier-Bresson é uma influência clara. A capacidade nacional de criar uma leitura antropofágica de um mestre, no entanto, faz os trabalhos se descolarem da referência inicial. Um olhar matreiro, entre o jocoso e o irônico, muitas vezes acrescenta à estética bressoniana um ingrediente solar, tropical, original.
Flávio Damm, Carlos Moreira, Cristiano Mascaro, Orlando Azevedo, Juan Esteves, Marcelo Buainain e Tuca Vieira têm também em comum o gosto por utilizar a câmera _geralmente a Leica_ como uma espécie de motor que os impulsionam pelas calçadas do mundo. Realizadas em paralelo às suas atividades profissionais, essas imagens bressonianas compõem, pelo prazer da captura, a parte mais afetiva de seus acervos pessoais.

Eder Chiodetto

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Montagem das exposições no Sesc Pinheiros e São Carlos